quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fêmea





Sempre foi reservada de mais.
Eu, por outro lado, tenho dez dedos (e adicionais).

Quero abrir a porta do meu quarto 

e te ver nua!

Sem receios, sem vergonha
Sem querer voltar atrás.

Que sejas só ousadia, 

que largue junto com as roupas, o medo
Que seja só por um dia, 

sem culpa, só tua fome de desejo

...e, quando eu fechar a porta,
sabe que há algo mais.

Me devore, me leve as forças
Me faça caça, e tua.

Que sejas só mulher, 

vontade, ainda que efêmera
Que sejas tudo o que és: 

no cerne, na carne, fêmea.



Escrito por Renato Menezes

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